O presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, inaugurou o Mural da Constituição que homenageia as constituições brasileiras de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988. O evento foi no espaço do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), nesta quarta-feira (23). Em seguida, ele proferiu palestra sobre a carta magna e os desafios da advocacia no século XXI. 

Santa Cruz fez uma análise sobre a democracia no país. “Vivemos momentos disruptivos. Vivemos momentos nos quais teima em existir um discurso pessimista, calcado muitas vezes em dados que naturalmente nos frustram com a realidade do Brasil e do mundo. Somos o país com a segunda pior distribuição de renda. Somos um país que insiste, a cada ciclo histórico, em mudar seu marco constitucional”, apontou.

Para o presidente da OAB, o momento, apesar de crítico, apresenta oportunidades para aqueles que querem buscar progresso. “O Brasil tem dimensões continentais e aqui nunca houve uma classe dominante homogênea, como em boa parte dos países do mundo. Nosso país é um arranjo de vários grupos locais que historicamente convivem ora como protagonistas, ora como figurantes desse grande teatro de acontecimentos. E o traço de unidade, no meio disso tudo, é exatamente a faculdade de Direito. O ensino jurídico é uma porta e tanto para as oportunidades”, disse.

Ele afirmou que um dos grandes trunfos da advocacia é a capacidade que seus profissionais têm de nutrir empatia por quem pensa diferente. “O advogado tem a obrigação de ser instrumento de defesa, mesmo quando não concorda com nenhuma das ideias que são professadas por quem é objeto da sua atuação profissional. A memória coletiva dos operadores do direito sempre elevou a um lugar de destaque a trajetória daqueles que buscaram avançar na democracia. Portanto, o Direito não pode abandonar a ideia de democracia como inclusão concreta”, ressaltou. 

Por fim, Santa Cruz falou aos estudantes que, independentemente do caminho que a vida apresente a cada um, não abandonem a noção da busca incessante pela justiça por meio da advocacia.  

O ato e a palestra contaram ainda com as presenças do conselheiro federal Rodrigo Badaró (DF); da reitora do UDF, Beatriz Maria Eckert-Hoff; do coordenador do projeto 30 Anos da Constituição Federal de 1988, Carlos Souto; e do coordenador do curso de Direito do UDF, Paulo Campanha.

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