Em reconhecimento ao serviço desempenhado em favor da
advocacia nos estados, o 7º Colégio de Ouvidores da OAB, realizado nesta quarta-feira
(29/11), entregou o Selo de Qualidade Ouvidoria da OAB a 25 seccionais da Ordem
espalhadas por todo o país. O encontro aconteceu durante a 24ª Conferência
Nacional da Advocacia Brasileira. 

Na oportunidade, o ouvidor-geral da OAB, José Augusto Araújo
de Noronha, que presidiu a mesa, disse que a Ouvidoria sempre foi um grande
desafio. “A implantação na OAB também foi, mas o fizemos e estamos progredindo.
Precisamos dar força às ouvidorias para ter um elo entre a OAB e os advogados
cada vez mais forte. As ouvidorias são fundamentais e necessárias para que os
advogados possam exercer seu direito de reclamar e reivindicar perante a OAB e ao
COFOAB”, disse.

Ele explicou que se trata de um reconhecimento de que os procedimentos recomendados pela Ouvidoria Geral aos estados estão sendo seguidos.“Criamos um  sistema  único. Os ouvidores registram todas as demandas e assim podemos acompanhar tudo de perto mesmo à distância”, informou Noronha.

O advogado representante da Ouvidoria da OAB-PE, Fernando
Ribeiro, afirmou que “há grandes desafios para quebrar as barreiras interpostas
entre os advogados e os membros do Poder Judiciário de todos os tribunais. É
assim em Pernambuco, é assim em todo o país. As ouvidorias têm feito um
trabalho extraordinário ao permitirem que o advogado se contraponha aos
magistrados em suas causas justas. Sua missão está sendo bem-sucedida”,
afirmou.

Por sua vez, o representante da OAB-MA, Charles Henrique
Miguez Dias, realçou a importância das ouvidorias ao dizer que “hoje, no
Brasil, não mais existe órgão público sem ouvidoria. Isso já dá uma medida
exata da importância desse órgão. Na OAB não poderia ser diferente e a meu ver
temos feito um excelente trabalho”, declarou.

O diretor-tesoureiro da OAB, Leonardo Campos, também participou
da mesa. “Não existe gestão eficiente sem as ouvidorias. Elas são uma
ferramenta indispensável”, disse. Ele ainda rememorou o tempo em que as
auditorias não existiam e o comparou com o de agora, quando os advogados têm
todas as facilidades para fazerem suas reivindicações. “O progresso foi
enorme”, concluiu.

A ouvidora-geral adjunta da OAB, Katiane Wilma Rodrigues
Cruz Aragão, aproveitou a presença de Campos para agradecer o apoio à
ouvidoria. Ela contou que as ouvidorias, graças a esse apoio, têm se expandido
não apenas fisicamente e, assim, acompanham as demandas crescentes dos
advogados.

A ouvidora da OAB-MG e organizadora do encontro, Gláucia
Fernandina de Castro, relatou os avanços no estado de Minas Gerais, onde já
existe participação das ouvidorias em 249 subseções da OAB. “Temos tido todo
apoio da seccional e temos total liberdade de ação. Aqui, a ouvidoria é
protagonista”, afirmou.

Ouvidoria das Mulheres

O espaço dedicado à Ouvidoria das Mulheres teve uma breve
intervenção da desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do
Sul (TRT-RS) e conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Tânia
Reckziegel. Segundo ela, “saindo do zero, em um ano e meio já conseguimos
implantar 70 ouvidorias da mulher em 91 tribunais de todo o país. O restante
não vai demorar porque essas ouvidorias se provaram cada vez mais importantes”,
comemorou.

O advogado e ex-ouvidor-geral da OAB Luiz Cláudio Allemand, concluiu
o evento dizendo que “a meu ver, o principal requisito para se tornar um bom
ouvidor é gostar de gente, de conversar, de ajudar. Vejo e sinto que esse
requisito está presente em todos os ouvidores. É por isso que a ouvidoria
ganhou todo o merecido destaque dentro da OAB”.

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