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Lesão dos meniscos
As lesões do menisco podem ocorrer quando o joelho em posição flexionada ou parcialmente flexionada é submetido a uma força rotacional de grande magnitude, fazendo com que o menisco seja comprimido entre o fêmur e a tíbia, levando à lesão.
Publicado em
20 de Março de 2019
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As lesões do menisco podem ocorrer quando o joelho em posição flexionada ou parcialmente flexionada é submetido a uma força rotacional de grande magnitude, fazendo com que o menisco seja comprimido entre o fêmur e a tíbia, levando à lesão.

 

As rupturas são mais freqüentes em pacientes jovens e relacionadas a episódios traumáticos; porém, em pacientes com idade mais avançada, as lesões podem ocorrer em pequenos movimentos torcionais durante a realização de atividades diárias. As lesões de menisco são classificadas de acordo com a localização, relacionando-se à vascularização meniscal, e quanto ao padrão da lesão. 

 

Os meniscos são estruturas fibrocartilaginosas semicirculares localizadas entre os côndilos femorais e o platô tibial. Sua borda periférica, espessa e convexa encontra-se intimamente aderida à cápsula articular, em contraste com sua porção central, mais fina e livre, que proporciona ao menisco um aspecto triangular no corte frontal. As diversas funções dos meniscos incluem a transmissão de força, a absorção de choque, a estabilização articular, a nutrição da cartilagem e a lubrificação articular. Eles transmitem aproximadamente 50% das forças de sustentação do peso na extensão e 85% na flexão. Sua função na absorção do choque no ciclo da marcha ocorre por meio da via de deformação viscoelástica. O formato dos meniscos contribui para a distribuição do líquido sinovial por toda a articulação, para a lubrificação articular e nutrição da cartilagem.

 

As lesões do menisco podem ocorrer quando o joelho em posição flexionada ou parcialmente flexionada é submetido a uma força rotacional de grande magnitude, fazendo com que o menisco seja comprimido entre o fêmur e a tíbia, levando à lesão. As rupturas são mais frequentes em pacientes jovens e relacionadas a episódios traumáticos; porém, em pacientes com idade mais avançada, as lesões podem ocorrer em pequenos movimentos torcionais durante a realização de atividades diárias. As lesões de menisco são classificadas de acordo com a localização, relacionando-se à vascularização meniscal, e quanto ao padrão da lesão.

  
Assim, de acordo com a vascularização, três regiões são descritas:

  1. Vermelha-vermelha (bem vascularizada)
  2. Vermelha-branca (alguma vascularização)
  3. Branca-branca (sem vascularização)

Quanto ao padrão de lesão, são classificadas como verticais, horizontais e complexas. Com algumas variações entre estes padrões podemos observar nove tipos de configurações mais comuns como as mostradas abaixo.

 

Os sinais e sintomas associados às lesões meniscais são geralmente relacionados ao trauma em adultos jovens e adolescentes, embora possa ser insidioso nos casos de degeneração que acometem pacientes acima de 40 anos. A dor está localizada nas interlinhas media ou lateral, dependendo do menisco lesado e surge ao rodar o corpo com o pé fixo e agachar, portanto com movimentos provocativos que comprimem o menisco entre o fêmur e a tíbia. Pode-se sentir também, dores ao subir ou descer degraus de escadas. O derrame surge após o trauma algumas horas depois e é intermitente nos casos crônicos.

 

Pode haver sintoma de bloqueio, estalidos e falseios.

 

Com o tempo os sintomas diminuem e reaparecem tal qual o derrame, dependendo do movimento realizado pelo paciente. 

 

O diagnóstico diferencial se faz com condromalácea, instabilidade fêmuro-patelar, lesão ligamentar, corpo livre, osteocondrite dissecante e osteonecrose. 

 

  

Quando procurar o ortopedista

Ao sentir sintomas como os acima descritos para avaliação clínica e exame físico. 

 

TRATAMENTO

 

Conservador

 

Lesões meniscais do tipo degenerativa (sem história de trauma) respondem de modo inferior ao tratamento cirúrgico, sendo o tratamento conservador o de eleição. As lesões periféricas e estáveis são passíveis de cicatrização. Aquelas longitudinais, de até 10 mm de extensão, radiais de 3 mm, e de espessura parcial, seriam as ideais para o tratamento conservador. O tempo para fechamento da lesão varia de 6 semanas a 3 meses. A crioterapia, manutenção da musculatura da coxa e da amplitude articular. A carga dá-se quando a dor permitir. Evita-se a imobilização prolongada devido ao risco de rigidez.

 

 

Cirúrgico

 

A artrite degenerativa (artrose) pós meniscectomia total (retirada completa do menisco) está bem comprovada. Entretanto, as lesões centrais por não atingirem a área vascularizada podem ter como única opção sua ressecção, bem como nas lesões complexas, nos meniscos degenerados, radiais, horizontais e lesões crônicas. O prognóstico dos pacientes submetidos à ressecção do menisco medial com deficiência do ligamento cruzado anterior e deformidade em varo é ruim, aumentando as chances de artrose. Devemos ter isso em mente ao indicarmos o procedimento.

 

As meniscectomias parciais que se aprofundam até a cápsula articular ou no caso do menisco lateral que atingem o hiato poplíteo funcionam, biomecanicamente, como uma meniscectomia total. Isso deve ser evitado a todo custo.

 

A cirurgia artroscópica dura cerca de 30 minutos para ser realizada. É utilizada anestesia geral ou raquianestesia. O uso de PRP pode ajudar na recuperação, sobretudo nas lesões condrais e nas suturas meniscais. O paciente vai embora no mesmo dia do procedimento. Não é necessário o uso de muletas, a não ser que hajam lesões associadas que as indiquem ou no caso de suturas meniscais. Retira-se a sutura entre 7-10 dias e após este momento serão realizadas de 10 a 20 sessões de fisioterapia. Esportes mais intensos são permitidos após 1 a 2 meses da cirurgia.

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